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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Docinhos da fazenda

Doce da fazenda, doce caseiro, doce da vovó ou como queira chamar! O mais importante é apresentar para as crianças outras opções de doces além daquelas que eles conhecem na prateleira do supermercado e plantar a idéia que vários legumes e frutas podem ser transformados em deliciosos doces.
Em aula começamos uma brincadeira mostrando fotos de doces e guloseimas presentes no dia-a-dia deles e conversamos sobre os males que podem causar quando consumidos em excesso (obesidade, diabetes, etc). Em seguida apresentei fotos de doces caseiros (arroz doce, doce de figo, laranja, mamão, abóbora, coco, abacaxi, etc.). Os comentários foram desde "ecaaaa", passando por "minha vó faz, mas nunca experimentei", "minha mãe compra", até "Tia, eu adoro!". Conversamos que comer doce é gostoso, não conseguimos ficar sem, mas seja qual for o tipo deve ser consumidos com moderação. Então, todos foram convidados a degustar duas "delícias da fazenda". E para minha felicidade: COMERAM TUDOOOOOOO!!!!
Abaixo receitas e fotos dos doces que tanto sucesso fizeram entre meus pequenos formadores de opinião.. rs
Espero que seus pequenos (e os adultos da casa) também apreciem! Beijos a todas (os).


Doce de abóbora
500g de abóbora
4 colheres (sopa) de açúcar refinado
4 cravos da índia

Coloque tudo numa panela de fundo largo e leve ao fogo baixo. Deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos ou até reduzir totalmente a calda, mexa de vez em quando (os cubinhos quase dissolveram.. rs). Sirva gelado.


Doce de banana
10 bananas nanica maduras
3 colheres (sopa) de açucar

Amasse as bananas com o auxílio de um garfo. Numa panela de fundo largo leve o açúcar para derreter até virar uma calda levemente dourada. Junte a banana amassada e mexa até começar a soltar do fundo da panela. Sirva gelado.

PS: Esse doce fica maravilhoso se polvilhar canela em pó ou se juntar 2 canelas em pau durante o cozimento.



quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Junk food" pode viciar tanto quanto drogas, diz estudo










da BBC Brasil

Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.
A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que como o vício em drogas, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.
O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.
Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.
O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.

Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.
"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.
O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.
O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.
Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.

A pesquisa foi publicada no jornal "Nature Neuroscience".