quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os benefícios da amamentação na prevenção da síndrome metabólica

A amamentação não beneficia apenas os bebês. Além de todas as vantagens do leite materno aos recém-nascidos, a amamentação também traz inúmeras vantagens às mães. Além de auxiliar na perda de peso e voltar à forma mais rapidamente, a amamentação vem se mostrando benéfica para reduzir as chances de importantes complicações de saúde, como a síndrome metabólica. A síndrome engloba uma série de fatores de risco relacionados à obesidade e metabolismo, que podem indicar propensão a diabetes e a doença coronária.

Este é o resultado obtido em um estudo recentemente finalizado pelo Departamento de Pesquisa do Kaiser Permanente, na Califórnia, Estados Unidos. O estudo é uma publicação da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Society), que serve de alerta para nutricionistas, médicos e outros profissionais de saúde ligados ao atendimento de gestantes e parturientes.

De acordo com o trabalho, coordenado pela epidemiologista e pesquisadora Erica Gunderson, a proteção se mostrou ainda maior para as mulheres que desenvolveram diabetes gestacional.

Segundo a pesquisadora, a amamentação reduziu os riscos de síndrome metabólica de 39% a 56% entre as mães sem diabetes gestacional, e de 44% a 86% entre as que apresentaram o distúrbio durante a gravidez, conforme o tempo de amamentação, que variou de um a nove meses.


O estudo

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde americano, o estudo prospectivo teve duração de 20 anos e foi o primeiro a avaliar todos os componentes da síndrome metabólica desde antes da gestação até o fim da lactação.

Foram acompanhadas 704 mulheres entre 18 e 30 anos de idade, sem filhos e sem nenhum indício de síndrome metabólica até o início do estudo. Depois da gestação, e ao longo dos 20 anos de seguimento, foram diagnosticados 120 casos de síndrome metabólica.

Nos Estados Unidos, a síndrome atinge quase 40% das mulheres entre 20 e 59 anos de idade. Portanto, a gravidez está quase sempre neste período vulnerável.

Na conclusão, os pesquisadores sugerem a necessidade de mais investigações sobre o mecanismo pelo qual a lactação influencia o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Também acham importante que se avaliem melhor variáveis como estilo de vida ou duração da lactação no desenvolvimento da doença arterial coronária e do diabetes tipo 2, particularmente entre grupos de alto risco, como no caso de mulheres com histórico de diabetes gestacional.

Isso porque há evidências de que as mulheres que amamentam perdem o peso adquirido na gravidez com mais facilidade, e que isso as levam a estilos de vida mais saudáveis. Porém, segundo os pesquisadores, essa proteção do aleitamento materno sobre a síndrome metabólica pode não estar relacionada ao peso da mãe. Então é preciso confirmar se a redução da gordura abdominal e da resistência à insulina supostamente promovidas pela lactação são determinantes na associação entre a amamentação e o menor risco de síndrome metabólica.

Este estudo é parte do CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), um estudo multicêntrico, longitudinal, desenvolvido para descrever o desenvolvimento de fatores de risco para doença coronária em adultos jovens de quatro áreas geográficas distintas dos Estados Unidos.



Referência(s)

Division of Research. Kaiser Permanente. Disponível em http://www.dor.kaiser.org/external/home_default.aspx. Acessado em 16/12/2009.

Coronary Artery Risk Development in Young Adults (CARDIA). Disponível em http://www.cardia.dopm.uab.edu/o_brde.htm. Acessado em 16/12/2009.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

O Sedentarismo e a Obesidade Infantil

O sedentarismo e a obesidade infantil, e tambem na adolescência, têm uma relação muito proxima. O papel dessa relação entre o sedentarismo e a obesidade contribui para graves consequências, tais como doenças cardiovasculares, diabetes, etc.

Torna-se então necessário proporcianar ás crianças hábitos alimentares corretos e promover as atividades físicas. Se coloca a si perguntas sobre o sedentarismo e a obesidade infantil, então este artigo é para si. Corrijir a falta de habitos das suas crianças torna-se necessário, pois anos mais tarde eles vão-lhe agradecer.

É um fato que as crianças estão a ficar mais altas a cada nova geração. Infelizmente, estão também a ficar mais largas e isto deve-se a um conjunto de elementos que se aliam para produzir mais e mais gerações de crianças infelizes e com excesso de peso.

Na primeira parte deste século, as crianças eram “vistas e não ouvidas” durante a maior parte do tempo. Não havia coisas como televisão para crianças; este tipo de entretenimento, quando chegou, estava reservado para o prazer dos adultos.

Após as aulas, mandava-se as crianças sair para brincar nas ruas ou nas matas, onde queimavam as calorias que tinham acumulado durante o dia. “Brincar lá fora” predispunha as crianças para jogos inovadores, ao sabor da sua imaginação, e dava também para horas e horas de exercício físico.

Os miúdos construíam casas nas árvores, brincavam ao pião e chapinhavam nas poças até ficarem completamente exaustos. Hoje, as nossas crianças chegam a casa e imediatamente se ‘colam’ ao ecrã da televisão ou talvez a uma consola de computador, onde estão continuamente a mastigar, tanto antes como depois da refeição, até à hora de deitar.

Com este regime sedentário, não é de surpreender que as nossas crianças vão inchando até à adolescência.

Um outro aspecto infeliz do tipo de vida das nossas crianças é que os adultos já não são capazes de dedicar um pouco do seu tempo para corrigir as rotinas dos seus filhos. Tanto o pai como a mãe estão empregados a tempo inteiro, no mundo moderno, e já poucos têm o tradicional ‘a mamã fica em casa’.

As crianças, deixadas com os seus aparelhos, farão o que bem entenderem – e o que elas querem é estar sentadas em frente a um ecrã a comer batatas fritas e doces!

Nas comunidades em que vivemos não é sensato permitir que as crianças brinquem lá fora sem a supervisão de um adulto. Até ambientes ‘seguros’ como parques ou pátios de recreio podem ser presas para os raptores e molestadores de crianças, pelo que a supervisão é a única solução viável para pais responsáveis, trazendo de volta o velho problema de não haver tempo para estar sentado de vigia enquanto as crianças têm o seu pedaço de exercício físico diário.

A resposta a isto é uma dieta saudável e controlada, claro, mas mesmo uma solução simples como esta requer uma supervisão rigorosa para que possa ser bem sucedida. Muitos pais concluíram que a proibição de guloseimas dá bons resultados, ou pelo menos impedir que comam doces antes do jantar.

Obviamente, se o seu filho comeu uma refeição saudavel, substancial e nutritiva, sentir-se-á menos predisposto a comer grandes quantidades de doces, barras ou batatas fritas.

Após as aulas, o exercício físico é importante, juntamente com uma alimentação controlada. Várias escolas estão a introduzir, no ambiente escolar, actividades para combater o ganho de peso e até qualquer um Professor de Educação Física o poderá ajudar, se o requerer, com um programa para uma alimentação saudável.

Fonte: www.obesidadeinfantil.org

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Docinhos da fazenda

Doce da fazenda, doce caseiro, doce da vovó ou como queira chamar! O mais importante é apresentar para as crianças outras opções de doces além daquelas que eles conhecem na prateleira do supermercado e plantar a idéia que vários legumes e frutas podem ser transformados em deliciosos doces.
Em aula começamos uma brincadeira mostrando fotos de doces e guloseimas presentes no dia-a-dia deles e conversamos sobre os males que podem causar quando consumidos em excesso (obesidade, diabetes, etc). Em seguida apresentei fotos de doces caseiros (arroz doce, doce de figo, laranja, mamão, abóbora, coco, abacaxi, etc.). Os comentários foram desde "ecaaaa", passando por "minha vó faz, mas nunca experimentei", "minha mãe compra", até "Tia, eu adoro!". Conversamos que comer doce é gostoso, não conseguimos ficar sem, mas seja qual for o tipo deve ser consumidos com moderação. Então, todos foram convidados a degustar duas "delícias da fazenda". E para minha felicidade: COMERAM TUDOOOOOOO!!!!
Abaixo receitas e fotos dos doces que tanto sucesso fizeram entre meus pequenos formadores de opinião.. rs
Espero que seus pequenos (e os adultos da casa) também apreciem! Beijos a todas (os).


Doce de abóbora
500g de abóbora
4 colheres (sopa) de açúcar refinado
4 cravos da índia

Coloque tudo numa panela de fundo largo e leve ao fogo baixo. Deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos ou até reduzir totalmente a calda, mexa de vez em quando (os cubinhos quase dissolveram.. rs). Sirva gelado.


Doce de banana
10 bananas nanica maduras
3 colheres (sopa) de açucar

Amasse as bananas com o auxílio de um garfo. Numa panela de fundo largo leve o açúcar para derreter até virar uma calda levemente dourada. Junte a banana amassada e mexa até começar a soltar do fundo da panela. Sirva gelado.

PS: Esse doce fica maravilhoso se polvilhar canela em pó ou se juntar 2 canelas em pau durante o cozimento.